Sabem quando as nossas mães dizem para nós não fazermos algo e nós na primeira oportunidade fazemos asneira ? Sabem ? E qual é a sensação de quando a vossa mãe descobre? Ficamos magoadas connosco ou com elas ? Aqui vai o meu testemunho sobre este assunto.
A noite era uma menina, e nós éramos duas crianças aliciadas por o “desconhecido”, a magia da noite deu conta de nós as duas, graças a deus a nossa amiga não veio atrás de nós, ufa!
Saímos, queríamos sentir o sabor da liberdade! Talvez não fosse isso, ou seria? Ela sabia para o que ia, ou pelo menos com quem ia estar, eu já não. Eu ia sem saber, nome nem idade. Um encontro às escuras?! Bem que era de noite era. Fomos. Encontramos os meninos no murro do parque os dois em pé e se não me engano a fumar pelo menos o Hugo se não me falha a memória.
Ela e o menino dela foram dar uma volta, o silencio acomodou-se entre mim e o Hugo. Ficamos a olhar um para o outro para ver quem é que falava primeiro. Foi ele, perguntou morada, idade e outras coisas tantas. Pareceu me uma pessoa bonita e sincera.
Ficamos à conversa quase 3 horas, depois aconteceu o beijo, pensei no risco mas também que afinal de contas não estava a fazer nada de mal, afinal eu era “uma ciganinha pequenina”. Estava a correr tudo bem quando o “bichinho” apareceu , descobriu, gritou, quase que bateu e finalmente contou.
A estória numa noite correu mil mundos, e quem conta um conto e às tantas e eu a minha amiga já tínhamos dado a volta ao mundo dentro de uma carrinha de dois lugares e segundo o Hugo “com material de trabalho espalhado na parte de trás”.
Fiquei com vontade de desaparecer, de gritar ao mundo que me ouvissem. Ninguém queria ouvir, ninguém excepto a minha mãe, a pessoa a quem eu mais desiludi mas a única capaz de me ouvir de inicio ao fim, sem interrupções. Obrigado por isso mãe.
Como é óbvio fiquei e continuo de castigo, mas bem lá no fundo eu sei que mereço. Não devia ter saído do portão. E sai. Eu saí mãe.
Hoje quando chegar a casa, vou falar com a minha mãe, talvez depois do jantar, não vai ser fácil mas eu sei que tanto eu como a minha mãe temos um amor muito grande uma pela outra. Se calhar a minha mãe também está mais “chateada” porque ela própria disse “Já és uma mulherzinha!”.
Obrigado mãe, e aconteça o que acontecer eu vou-te sempre amar, nunca duvides disso.
Escrevi este texto ontem na ultima aula do dia, o coração palpitava mais depressa que nunca, quando cheguei a casa não consegui falar com a minha mãe, porque não houve tempo! A conversa tão esperada será hoje, tenho a certeza!
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